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Pessoas que Gaguejam, Inspirem-se! William Leite (Encontros)

sábado, 23 de outubro de 2010


Participante do Grupo de Apoio de Vila Velha.

"Desde uns seis, sete anos, na iniciação escolar, minha gagueira começou. A criança brinca mesmo, tira sarro e você acaba convivendo com isso mesmo.

Entre os meus 14, 15 anos, foi uma das fases piores porque coincidiu com a separação dos meus pais e entrei numa escola técnica onde eu tinha que me expor muito mais, então me tornei muito introspectivo. Eu tinha medo de ir na padaria, no açougue, sentia extrema dificuldade. Jamais imaginaria que depois de 15 anos eu estaria aqui dando este depoimento.

Por volta dos meus 18 ou 19 anos, eu terminei a escola técnica e me vi formado e precisando trabalhar, afinal de contas estudamos para isso. Por ossos do ofício ou destino, eu fui trabalhar como prestador de serviços. Agora você imagina uma pessoa com problema de fala tendo que encarar todos os dias uma pessoa e empresa diferente, ter que expor uma ideia ou produto seu. A pessoa paga o nosso trabalho que não quer saber se vc tem dificuldade de fala ou não, precisa ser de qualidade.

No relacionamento com as mulheres, era extremamente difícil chegar numa garota e iniciar um diálogo. Para quem gagueja, sabe muito bem a dificuldade que é isso.

Por sorte, conheci uma mulher que no dia 11/11 faz 10 anos que estamos casados, sempre me incentivou desde que me conheceu. Sempre me disse: o problema que você tem é só mais uma dificuldade. Eu comecei a enxergar isso de uma outra forma.

Hoje sou bem consciente de que cada um tem uma dificuldade específica, ou seja, o jogador de futebol é jogador porque tem habilidades específicas para isso. Nem todas as pessoas fluentes podem ser locutoras de futebol ou narrador de rodeios.

Eu queria conscientizar as pessoas que tem gagueira que o gago tem que se aceitar como gago, reconhecer que tem um problema sim, mas não ficar com medo e achar que será discriminado. Hoje, a sociedade discrimina porque é muito gordo, muito magro, baixo, alto. A sociedade faz rótulos, se não tivermos muita força de vontade e perseverança, não chegaremos a lugar algum.

No Grupo de Apoio muitos achavam que a gagueira fosse o fim do mundo e agora estão mais esclarecidas sobre isso.

Quero agradecer a todas as pessoas presentes que tiveram a paciência e disponibilidade de estarem aqui e compartilharem o problema que ainda tem muita gente que discrimina. Parabéns.

A minha filha está em período escolar e não sei porque, mas minha filha me pergunta tudo sobre a escola. Nós a educamos a não ter preconceito com qualquer tipo de pessoa. Quem tem filhos, sobrinhos, amigos ou parentes, conscientize o máximo de pessoas possível que cada um tem um tipo de problema, não podemos discriminá-las antes de conhecê-las.




Comentários (4):
20/04/2011
23h47min
Débora Rangel (Débora Rangel)
MARCOS, vou te mandar um email, tá?
20/04/2011
19h06min
marcos paulo rocha de moraes (marcos paulo rocha de moraes)
parabens wilian pelo seu lindo depoimento gostaria de fazer novas amizades com pessoas que gaguejavam ou gaguejam eu acho legal criar um grupo de amizades me add galera a tds uma feliz pascoa!!marcos.p.moraes@hotmail.com
28/10/2010
10h57min
Isabel Camilo Roque (Isabel Camilo Roque)
Parabéns Willian, pelo seu brilhante depoimento, pela sua coragem e determinação, parabéns pela sua família linda, e com certeza você ajudou muitos gagos, que fica ali sem coragem, tímidos em fim você mostrou que todos podem!!! Ó precisa de exemplo
27/10/2010
21h20min
FABIANA CARLAS NOVELLI (FABIANA CARLAS NOVELLI)
Parabéns Willian pela linda história de vida e pelo lindo depoimento!!! Abraços, sua colega Fabiana.



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